Antonio Villeroy.com

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1962/1969 primeiras impressões e influências

São anos marcados pelas tensões causadas pelo golpe militar, cujos acontecimentos se estendem à distante cidade pampeana. Ficam em sua memória cenas dos pais queimando livros e as histórias de presos políticos que eram clientes do escritório que funcionava na parte frontal da casa, alguns deles auxiliados em fugas no porta-malas do Aero Willis da família.

Foram também anos de efervescência cultural no Brasil e no mundo. Era a época dos grandes festivais, dos programas da jovem guarda, da explosão dos Beatles, e de uma profusão de talentos que emergiam na música brasileira. Antonio acompanhava esses acontecimentos pela televisão, pelas ondas médias e curtas do rádio e pelos discos que se ouviam em casa, trazidos pelos pais, amantes do jazz, da música clássica, popular e regional. O ambiente era muito favorável, pois o pai era compositor diletante e tocava piano e violão e sempre havia reuniões com música em casa. Foi nessa época que Antonio ouviu algumas das primeiras canções que lhe marcaram e iriam influenciar suas escolhas e seu caminho musical: Bethânia cantando Carcará, Chico Buarque com Pedro Pedreiro, Gilberto Gil com Domingo no Parque, Caetano com Alegria Alegria, Gal cantando Baby, além das músicas dos festivais e dos embalos dos programas de Roberto Carlos. Também foram marcantes os Beatles com Penny Lane e o cantor regional Paixão Cortes cantando João Carreteiro, de autoria de seu pai.